Jovens correm risco de perda auditiva pelo uso de fones de ouvido

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,1 bilhão de jovens e adolescentes apresentam um comportamento de risco que pode levar à perda auditiva induzida por ruído, podendo atingir a surdez completa e irreversível em longo prazo. A principal razão para dado tão alarmante é, segundo a instituição, “o uso inseguro de dispositivos pessoais de áudio, fones de ouvido, incluindo smartphones, e exposição a níveis sonoros prejudiciais em locais como bares, discotecas e eventos esportivos”. Leia mais sobre a perda auditiva pelo uso de fones de ouvido.

A OMS realizou estudos em países em que a renda média é considerada mediana e alta e os resultados são assustadores. De acordo com a pesquisa, neste grupo de países em que o Brasil está incluído, 50% dos jovens e adolescentes entre 12 e 35 anos usam fones de ouvido de maneira indevida e perigosa, expondo-se a níveis sonoros inseguros que podem levar à perda auditiva irreversível.

A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) alerta que até 35% das perdas de audição ocorrem por causa da exposição aos sons intensos, como fones de ouvido e ruídos no ambiente de trabalho. De acordo com a associação, a surdez causada pela exposição aos sons intensos vai acumulando ao longo dos anos.

Em tempos de pandemia, com uso constante do computador e telefones para aula online e reuniões de trabalho o cuidado deve ser redobrado. Se as horas de uso diárias aumentaram é importante estar atento ao volume dos fones. Perceber zumbido no final do dia, pode ser sinal de intensidade inadequada. Se o zumbido persistir deve agendar uma consulta com um profissional de otorrinolaringologia São Paulo para realizar o exame de audiometria.

A fonoaudióloga Andrea Soares, da CLÍNICA IMONG, explica que “quando o ouvido humano é exposto a uma intensidade sonora acima de 85 decibéis (dB) por mais de 60 minutos, células responsáveis pela audição são prejudicadas e podem até morrer, gerando desconforto, zumbido e possivelmente perda auditiva irreversível. Segundo a especialista, “as pessoas não percebem o quanto isto é importante até que a gente explique o que este número significa: a Avenida Vinte e Três de Maio, uma das mais movimentadas de São Paulo, chega a atingir 95dB no horário de pico do trânsito; o nível de ruído de um secador de cabelo é de aproximadamente 90dB; caixas de som de shows emitem 130dB... e por aí vai”.

Para evitar níveis inseguros de exposição a ruídos ao usar fones de ouvido, é preciso ficar atento à qualidade e à procedência do produto. “Fones de ouvido com o selo do INMETRO emitem no máximo 85dB, por isso indicamos o uso moderado, com o volume do dispositivo sempre pela metade”, alerta Andrea Soares. A fonoaudióloga acrescenta que os smartphones possuem um indicador de intensidade sonora recomendada, mas os usuários geralmente não habilitam.

Hoje em todo o mundo, 360 milhões de pessoas são acometidas pela perda auditiva de nível moderado a profundo, conforme a OMS. Condições genéticas, complicações no nascimento, doenças e envelhecimento estão entre as causas, mas o que mais preocupa os especialistas é o comportamento dos jovens. “Adolescentes de 15, 16 e 17 anos passam horas do dia com fones de ouvido com intensidades sonoras absurdas, muitas vezes acima de 100dB. Nestes casos, a perda auditiva é certeira e a única maneira de reverter o quadro é com o uso do aparelho auditivo. Por isso, a prevenção e o diagnóstico precoce são as indicações dos profissionais da Clínica IMONG”, esclarece a fonoaudióloga Andrea Soares.

Um dos sintomas mais comuns da perda auditiva induzida por ruído é o Zumbido, a percepção de um som normalmente irritante, sem que haja estímulos externos. Ao menor sinal de Zumbido constante, procure o otorrinolaringologista.
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